9 de nov. de 2009

A Sociedade Internacional Revolucionária (1865)


Os textos que seguem são ao mesmo tempo os menos conhecidos e talvez os mais importantes dos escritos anarquistas de Bakunin. Eles não constam dos seis volumes das Obras cuja publicação foi empreendida por seu discípulo James Guillaume, entre 1895 e 1913. Ainda não foram recolhidos aos Arquivos Bakunin, em fase de publicação nos Países Baixos. Constam apenas da monumental Biografia de Bakunin escrita à mão, em alemão, por Max Nettlau, e da qual só existem raros exemplares autografados nas principais bibliotecas do mundo.

Bakunin, por James Guillaume


BAKUNIN, Michael Alexandrovich. Textos Anarquistas (Coleção L&PM Pocket). Seleção e notas: Daniel Guerín. Tradução: Zilá Bernd. Porto Alegre: L&PM, 1999. Págs. 12-39.

Depois de sua curta passagem por Paris durante a Revolução de 1848, Bakunin, eletrizado pelo exemplo que teve diante de si, foi participar do levante popular de Dresden (3 de maio de 1849). Por isso foi condenado à morte em Saxe, depois na Áustria, em 1850, sendo finalmente libertado pela Áustria durante o governo russo. Ele sofreu em seu país de origem um longo e duro cativeiro. Depois conseguiu fugir da Sibéria em 1861 e chegar a Londres. Foi após a revolta da Polônia contra o império czarista (1863-1864) e também sem dúvida em conseqüência de seus encontros com Proudhon, em Paris, em fins de 1864 – um Proudhon perto do fim -, que Bakunin tornou-se anarquista. Apresentamos aqui a biografia de Bakunin por James Guillaume apenas a partir deste novo rumo que tomou sua vida.

8 de nov. de 2009

Estatutos Secretos da Aliança: Programa e Objetivo da Organização Revolucionária dos Irmãos Internacionais (1868)


Bakunin, Mikhail. Estatutos Secretos da Aliança: Programa e Objetivo da Organização Revolucionária dos Irmãos Internacionais (1868). CD-R Instituto Internacional de História Social de Amsterdã. Tradução de Frank Mintz do francês ao espanhol. Tradução do espanhol ao português por Aneleh. s/d

Não pode haver revolução nem política, nem nacional, a menos que a revolução política se transforme em revolução social, e a revolução nacional, precisamente por seu caráter radicalmente socialista e destrutivo do Estado, se converta na revolução universal.

Bakunin, sua História e seu Legado (2006)


União Popular Anarquista – UNIPA. Comunicado n º13 – Rio de Janeiro, julho de 2006.

A retomada da memória histórica das lutas passadas dos trabalhadores pela sua libertação é de extrema importância para o aprendizado presente e para as futuras batalhas contra a burguesia. Por isso, em memória dos 130 anos da morte de um dos maiores revolucionários de todos os tempos, Mikhail Bakunin, resolvemos fazer uma homenagem que resgata sua importância enquanto sujeito histórico na segunda metade do século XIX e seu legado teórico/político para o Anarquismo ou Bakuninismo.

Tática e Disciplina do Partido Revolucionário


Bakunin, Mikhail. Socialismo e Liberdade. São Paulo: Coletivo Editorial Luta Libertária, s/d. Pags 53-62

O nosso objetivo é criar uma coletividade revolucionária forte mas sempre invisível, uma coletividade que deve preparar a revolução e dirigi-la..., deixando ao movimento revolucionário de massas o seu desenvolvimento total à sua organização social... a mais completa liberdade, mas vigiando sempre para que este movimento e esta organização nunca possam reconstituir autoridades, governos, Estados, e combatendo todas as ambições, tanto coletivas (no gênero da de Marx) como individuais pôr influência natural, nunca oficial, de todos os membros de nossa Aliança, disseminados em todos países, e cuja força vem unicamente de sua ação solidária e da unidade de programa e de objetivos que deve existir sempre entre eles.

Necessidade da Organização


Bakunin, Mikhail. Socialismo e Liberdade. São Paulo: Coletivo Editorial Luta Libertária, s/d. Pags 63-76


É verdade que há [no povo] uma grande força elementar, uma força sem dúvida nenhuma superior à do governo e à das classes dirigentes tomadas em conjunto; mas sem organização uma força elementar não é uma força real. É nesta incontestável vantagem da força organizada sobre a força elementar do povo que se baseia a força do Estado.